
Você me amou tanto, que até um desconhecido notaria quão grande era o teu sentimento. Já eu, não demonstrava reciprocidade à você, nem a ninguém. Você faria tudo por mim e eu não sei se faria o mesmo por ti. Eu dizia que te amava, mas era só isso; enquanto você me dizia isso o tempo todo e também demonstrava que aquelas palavras eram verídicas. Você sofria por mim, e eu, em momento algum, aceitei que eu realmente era culpada, sempre queria me fazer de vítima. Mas eu também chorava por tua causa, mesmo que ninguém visse. Eu sofria, por te fazer sofrer, mas o meu orgulho era grande demais pra demonstrar isso. Eu não precisava que ninguém notasse o quanto eu te amava, eu sabia daquilo, eu sentia aquilo e pensava ser o suficiente. Mas daí, você cansou desse jogo ilusório de meras palavras e resolveu seguir sua vida sem mim, eu fiz tudo o que à mim cabia; aceitei. E ainda digo a todos que não sofri por causa disso, mas assim como só eu sabia o quanto te amava, só eu sei quão grande é a dor de te perder. Porém, eu não vou assumir à ninguém que isso me machuca, me consome por dentro. Jamais assumirei que a culpa da coisa mais mágica que já aconteceu na minha vida acabar, foi minha. É um orgulho bobo e uma barreira indestrutível, mas isso faz parte de mim. Eu tenho o conhecimento do que é certo, mas não tenho a coragem de assumir. Então prefiro ficar com as minhas verdades. Será que um amor só é verdadeiro se for demonstrado, será que se ele for oculto, perde a condição de ser amor? Eu realmente não sei, mas afinal isso agora não importa mais. Eu já te perdi, por ser quem eu sou. Por não mudar meu jeito, porque estava apaixonada. Se pra todos acreditarem que eu esteja de fato apaixonada, tiver que me mudar, eu prefiro passar a vida inteira, sendo vista assim: como uma eterna amargura sem amor! - Thamyres de Souza.